Home Data de criação : 09/09/28 Última atualização : 11/10/17 14:03 / 25 Artigos publicados

CRUZ  escrito em quarta 28 julho 2010 20:52

Risca-se os céus com um fulgurante rasto dourado de fogo-sabedoria, como emblema vertical e horizontal.

          Cobrem-se as águas com a efevercência salutar de luz, cor e fulgor.

          Com o fogo e a água construo o que se mostra na terra a quem vê.

          A chave mestra da morte e da vida, traçada com pés descalços e os sentidos fixos no ar.

          E em teus ombros leves, carregas enaltecido e grato, o peso da tua liberação.

          Quem quiser me seguir, que largue a altivez opaca e traga nos ombros os quatro elementos.

          Quem quiser ser feliz, que deixe sua pobreza temporal e leve sobre si as quatro estações.

          A quem me acompanhar, deixe para trás os reclamos insalubres e ponha nas costas os quatro pontos cardeais.

          Quem ao meu lado for, que tire de si o peso da farsa mortal e ponha sobre si as quatro grandezas humanas.

          E diante do grande portal, se deixe cair nos braços do incomensurável.

          Como um touro cansado; uma serpente ferida, um leão aflito, uma águia faminta.

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CRUZ  escrito em quarta 28 julho 2010 20:51

Risca-se os céus com um fulgurante rasto dourado de fogo-sabedoria, como emblema vertical e horizontal.

          Cobrem-se as águas com a efevercência salutar de luz, cor e fulgor.

          Com o fogo e a água construo o que se mostra na terra a quem vê.

          A chave mestra da morte e da vida, traçada com pés descalços e os sentidos fixos no ar.

          E em teus ombros leves, carregas enaltecido e grato, o peso da tua liberação.

          Quem quiser me seguir, que largue a altivez opaca e traga nos ombros os quatro elementos.

          Quem quiser ser feliz, que deixe sua pobreza temporal e leve sobre si as quatro estações.

          A quem me acompanhar, deixe para trás os reclamos insalubres e ponha nas costas os quatro pontos cardeais.

          Quem ao meu lado for, que tire de si o peso da farsa mortal e ponha sobre si as quatro grandezas humanas.

          E diante do grande portal, se deixe cair nos braços do incomensurável.

          Como um touro cansado; uma serpente ferida, um leão aflito, uma águia faminta.

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TEMPLO DO CORAÇÃO  escrito em segunda 29 março 2010 21:29

As escadarias numa visão do todo; porém, cada degrau que piso simboliza a augusta ascensão para um patamar maior de vivência e evolução. Ali eu busco o altar. Aquele templo grandioso com portas de ferro cerradas e enigmáticas a quem a observa por fora; porque ali não há maçanetas nem tampouco fechaduras. A grande porta com acesso ao altar-mor do amor se abrirá com a força mestra da vontade, da renúncia e do sacrifício. Aqui, somente o buscador sincero saberá decodificar o secreto. No mais, fica o vento a varrer a estultícia humana do lado de fora na calçada. Quando o vício das lamentações tentar te enfraquecer, não te detenhas na poeira exterior. Interioriza-te no templo e com fé, abre aquelas portas de ferro que te separam do teu sublime e entra a buscar o altar que te espera ao longo do tempo e que te mostra a seu tempo, o templo de ouro que carregas em teu peito.

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ROSAS  escrito em terça 23 fevereiro 2010 22:04

Rosas perfeitas

cálidas e contidas

ricas, aveludadas rosas

meigas, amarelas e brancas

rosas e vermelhas.

 

Rosas pálidas

simétricas e lindas

poéticas, de pétalas

místicas e aromas

áugidos, perfumados.

orvalhadas, carinhosas

rosas de sublime alento

poetisas rosas, donas do tempo.

 

Magníficas rosas de mil cores

átomo rosa, belo, incontido

majestade e rainha rosa

de todas as flores.

 

Rosas singelas e divinais

prisma rosa da cor risonha.

prima por tua realeza

sonha, sonhos outonais.

rosas belas, belíssimas em excelsos rosais.

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PÉTALAS AO VENTO  escrito em terça 23 fevereiro 2010 22:03

          Saudades de mim.

Inverno triste. Pássaro da noite, que à noite

anuncia o sono mortal da carne efêmera.

           Melancolia voraz.

Lampejos de agonia. Toques de inércia, que o desespero mostrou ser fraco e de tom pálido.

           Esperança impulsiva.

Sussurros e súplicas na madrugada e o sono na inquietação foi conforto.

           Preces ao ar.

Desejo ardente de ver o irreversível retorno ao alívio.

           Páginas avulsas.

História indomável da carícia ao amor; do carinho a incompreensão do tempo.

           Lágrimas na sombra.

Vontade louca e infinita de uma resposta vinda de além.

           Verbo crescer.

Demagogia barata de um fim absurdo.

           Certeza atroz.

Vencendo o impecilho do material e às voltas com os vultos que sopram aonde querem.

           Divino Deus.

É na dor, a grandeza da elevação e na justiça a alegria do reecontro.  

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